quarta-feira, 20 de maio de 2009

OS MEUS PÉS

Não posso dizer que sou modesta quando o assunto são meus pés. Isso não seria justo nem com eles mesmos. Mas resolví algumas questões depois que lí o texto de minha filha sobre elegância. E posso garantir, ninguém deveria se descuidar no quesito pisante.
O certo é que constituem nosso meio de locomoção, nem que seja pra chegar até o carro. A menos,claro, que flutuem.
Como a gravidade é inimiga de tudo que está para cima, vai ser nos pés a maior carga de peso depositada. Portanto, todo cuidado é pouco.. Toda prevenção também.
Tenho mania de cuidar dos meus. Não gasto muito com isso, sou sábia de natureza ( perdão, modéstia zero ). Tenho substituto pra tudo que é produto muito caro e a necessidade que faz o "sapo pular" também me fez buscar alternativas que coubessem em meu bolso. E valeu a pena!
Não abro mão dos meus saltos, é a única forma de esquecer momentaneamente meu pouco mais de metro e meio; até acho bacaninha as meninas usando "havaianas" quando saem por aí ou no shoping da vida, mas sinceramente, não usaria. E isso nada tem a ver com idade, já ví mulheres de todas as idades ousando. Tenho a impressão de estar em direção às areias da praia,onde sem dúvida, melhor chinelos mesmo. Já me aventurei num salto à beira mar e o resultado foi desastroso. Entretanto, morre aí a necessidade de usar chinelos.
Meus pés são educados, comportam-se bem nos saltos e raramente me torturam. Mas se o fazem, ficam assim enquanto se fizer necessária minha presença e elegância. Não tiro e nem ouço os gemidos dos dedos. Nada que compressas de gelo mais tarde não resolvam. E muito carinho, claro.
Meu pé esquerdo já moveu processo contra a prefeitura anos atrás. Quebrou-se em quatro partes diferentes ao ter que aguentar meu corpo que despencou sobre ele depois de tropeçar num dos buracos da obra de urbanização. Dor maior não conhecí. Mas recuperou-se a tempo de estar dentro de uma bota para os festejos juninos daquele ano.
Com o perdão de minha filha e dos demais que comentaram a favor, ouso dizer que elegância também é adjetivo de pés bem cuidados deliciosamente acomodados numa sandália de salto fino a desfilar sobre pedras portuguesas de um calçadão qualquer que constitua caminho obrigatório para se chegar a notório hotel!

Bjus a todos, concordem ou não.
Chris.

terça-feira, 19 de maio de 2009

JARDIM E JARDINEIRO

Eu tinha um jardim.
Rosas, somente rosas de todas as cores e perfumes,
de muitos poemas e amores,
que jamais deixei de cuidar.
Eu tinha um jardineiro.
Regava e mantinha meu olhar.
O jardineiro foi embora,
obrigou-me os olhos fechar.
Chorei a perda cruel,
sem ao menos saber o porquê.
Do nada deixou-me à mercê,
e o pobre jardim ao léu.
As rosas, abandonadas ,caem aos poucos ao chão.
A paisagem não é mais colorida.
O olhar se volta à ferida,
que o jardineiro abriu em meu coração!
Eu tinha um jardim.
Dei à ele um jardineiro, uma aliança.
O jardim perdeu-se em mim.
O jardineiro, a esperança.
Não tenho mais um jardim.
Não cultivo mais as rosas.
Mas procuro um jardineiro,
Para amar em verso e prosa!

Bjus,
Christal.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

DE TARDINHA

De tardinha você tinha que estar aqui...em meu olhar!
Teria que passar ao lado e entrelaçar as mãos.
Poderia dar as flores, desde que as segurasse pra eu não espirrar muito,rs.
De tardinha, você faria acelerar o coração. O seu ou o meu?
Tanto faz.
Ah, garoto com jeito de homem maduro...de tardinha, você tinha que ser. Só isso.

Não poderia estar sozinho,
mas a companhia teria que ser o meu olhar.
Tomaria conta de você e saberia encontrá-lo em mim.
De tardinha, você me daria o pôr-de-sol mais belo do Rio.
Eu te levaria às estrelas.
Por que não?
De tardinha, só se você viesse,
junto trouxesse a sua poesia, seu limiar de sonhos.
E assim, tutor e aninhada,
abraçaria e o levava... pra passar a noitinha enluarada!

Beijos pra você ( e só você sabe quem é de fato você! )...
Chris.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ESCURO DO NADA.

Há um tempo em minha vida onde o escuro tende a ser mais constante. Os olhos não precisam estar abertos, é isso que transforma a paisagem em inspiração.
Eu acredito que algumas vezes a nossa vida passa por uma estrada branda, sem trânsito intenso e sem nenhum entusiasmo. Só não entendo bem o motivo certo.
Talvez Deus sinalize sua hora de partir,
ou seu momento-paz,
até mesmo o prenúncio de dias muito agitados e prepotentes.
Não possuo a disposição das perguntas, mas alguma coisa me diz aqui dentro que isso não é normal. Pelo menos pra mim e isso atesta quem me conhece,claro. Hiperativa de natureza, incapaz de conciliar preguiça e descaso.
Mas nestes dias, ando assim. Invadida por este sem-nada-que-me-agrade-fazer.
As palavras são arrastadas pelos dedos a deslizar no teclado sem nehuma noção de onde vão parar. Quero muito um conto, uma crônica, um apelo erótico,uma poesia. Nada. Nada de nada. E passo a ouvir Sarah Brigthman,mas nem ela me leva daqui, me atualiza na emoção. É, hoje não sairá nada mesmo, melhor me conformar.

Bjus.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

CHRIS E O DIVÃ!

Acabei de assistir o filme "Divã". Já tinha visto a peça teatral ,mas muito me surpreendí agora. Saí do cinema com a sensação de que encontrei algumas "mercedes" dentro de mim e uma boa pitada de "mônica"tbm. Algumas pessoas dizem que "identificações" com o que quer que seja é mera imaturidade e revelam indivíduos altamente sugestionáveis. Discordo.

Passei parte de minha vida sondando os meios que tinha pra me entender sem o analista; sem a remota chance de me dar conta dos cantos por onde sentei pra chorar as contas vencidas de um casamento parado, adaptado ano após ano ao que chamamos de convivência. Provavelmente não havia nada que surpreendesse porque a simplicidade de conformismo está em defesa do "felizes para sempre". E olha que nem me casei na igreja. Os rituais ficaram somente na imaginação de minha mãe e não lamento isso não,pois assim pude enxergar mais depressa o dia seguinte da cinderela.

Dos vários estágios de Mercedes e sua vida "normal", há entremeios de profunda honestidade comigo mesma. Outros não. Numa citação ao comportamento do marido, Mercedes separa a deslealdade da infidelidade. No contexto do casamento, acho improvável separar uma coisa da outra,mas enfim, na busca por si mesma e no que ficou faltando talvez tenha sido a melhor das definições naquele instante.

Dei graças à Deus por ter "pulado" alguns estágios nesta busca por mim mesma. Já usei todos os vestidos que sempre quis usar, já fui à luta por meu lugar na concorrência e busco agora uma bolsa pequena. Isso pra quando aquele "gato" sarado, "mara" e de sorriso enorme me chamar pra tal de "balada" eu não "pagar o mico" de levar um de meus bolsões. Muito menos usar aquela meia elástica de compressão pra disfarçar imperfeições de minhas pernas. Que aliás, diga-se honestamente, são lindas e vão muito bem obrigada!!!

Bjus,
Chris.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

LOUCURA

Louco deve ser adjetivo de gente feliz.
Num mundo tão perturbado, dizer-se feliz e sentir-se como tal, é loucura!!

Bjus,
Chris.

terça-feira, 31 de março de 2009



Puxa...por onde andei? Eu sei, eu só não posso revelar. Ia doer em alguns, arder em outros e causar temor em muitos. Melhor calar-me então. E fazer de conta que nem andei...voei!!
Mas se navegar é preciso, voar é inegável prazer. E eu costumo ver as estrelas bem de perto; assim, costumo pausar o sono em asas férteis e vorazes que não sabem voltar sem o sonho.
É a minha maneira de dizer ao mundo que eu sou a existência da luz e da alegria, da tranquilidade e da paz aquecida ao fogo das paixões e do caminho descoberto. Porque há antagonismos no sentir e no olhar, pois o corpo estremece ao toque,mas os olhos não lamentam a perda. Lapidam os diamantes da evolução do sentimento e passeiam no crepúsculo do que terminou.
Não há volta.
Não há final.
Há uma fênix solitária que escorrega docemente pelo riacho silencioso que conduz o guerreiro em forma de água e entrega, pra lá adiante explodir em cores que sobem vertiginosamente ao encontro do reinício. Descem logo em seguida em forma de um véu impressionante, a cachoeira.
Mas eu me pergunto mesmo é por onde andei que não dei conta do passado.
Não importa.
Eu não andei.
Eu sempre voei!!!

Bjus,
Chris.